quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ilha do Mel


Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres
A Ilha não perde seu encanto, toda vez que a gente volta consegue achar alguma coisa mais bonita que das outras vezes passou desapercebido. Não cheguei a conhecer a Ilha quando era mais "selvagem", por isso é impossível ter nostalgia da época que não tinha energia elétrica, que não tinha trapiche, etc. Mas confesso que fiquei chocada com a existência de hotéis com piscina na ilha. Tudo bem que conforto é bom e todo mundo gosta, mas não é um pouco absurdo ter piscina num local com tantos problemas de abastecimento na alta temporada? Além do que o perfil da Ilha sempre foi mais descontraído e certos "luxos" acabam destoando da paisagem e do astral do resto do lugar. Mas enfim, é sempre gostoso voltar e visitar a Ilha do Mel e seus pontos turísticos essenciais. Na última vez fomos bem fora de temporada, mas fiquei feliz ao saber que teria no dia seguinte um show de fandango na Fortaleza. Uma construção de 1767, a Fortaleza estava um pouco decadente nesta visita. Os canhões completamente enferrujados e sem a mínima conservação destoam de outros que estão na Fortaleza de São Francisco do Sul por exemplo. O descaso é visível e revoltante que chegamos a enviar algumas fotos para o IPHAN. Nos responderam dizendo qeu iriam fazer a manutenção das peças de artilharia. Tomara que preservem direito, já que é a única fortaleza histórica que sobrou no nosso Estado.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Paris


Rio Sena
Fazer um passeio de barco pelo Sena é absolutamente necessário quando se visita Paris. As opções são muitas, desde aquelas luxuosas e caras, até os bateaux bus que são como ônibus mesmo, custa pouco e dá para pegar mais de uma vez no mesmo dia. Nós tomamos este último claro, mas quem sabe da próxima a gente não reserva aquele que tem um jantar romântico durante o trajeto? Bom, desta vez pegamos o bateaux bus em frente ao Musée D'Orsay e fizemos a volta até o Pallais de Chaillot, onde fica a Torre Eiffel. Foi muito bom ter uma vista da cidade a partir do Rio Sena, assim é possível apreciar toda a parte antiga da cidade. Achei bem rápido como forma de deslocamento e também interessante para apreciar a paisagem. Fizemos o passeio durante a tarde, isso porque estava com meus pés sangrando e não aguentava mais caminhar. Uma de nossas malas foi perdida e ficou em São Paulo, não tinha feito a divisão correta das nossas coisas, resultado, meus calçados confortáveis ficaram na mala perdida, que chegou ao hotel 3 dias depois. Enfim, foi ótimo e também bizarro encontrar em certo ponto do Rio o que os franceses chamam de Paris Plage, ou seja, uma praia em Paris, onde as pessoas ficam tomando banho de sol em cadeiras como se faz numa praia de verdade. Meio sem sentido para nós que temos praias com areia e calor de verdade, mas como em julho é o mês de férias do parisiense eles aproveitam como podem.

domingo, 27 de junho de 2010

Florença


Giardino di Bóboli
Um belíssimo lugar no Palácio Pitti em Florença. Os jardins de Bóboli são gigantescos, com diversas esculturas e fontes, a gruta dos Médici, a alameda dos Ciprestes e ainda a Fortaleza Belvedere e o Giardino Bardini. Enfim, um local para passar a tarde toda, fora os museus que ficam no interior no Palácio que também são interessantíssimos. O bom é que ele contrasta com o restante de Florença, que não tem muito verde, ou melhor, não tem nenhum verde. Neste dia, pegamos sol e chuva rápida, o que não interferiu na visita aos jardins. Neste local especificamente, fica o Museu da Porcelana, com peças muito bonitas e diferentes. O problema, não só deste museu, mas da maioria dos museus da Itália é que eles ainda não aprederam como os franceses a vender um genérico de Paris Pass lá. Além de não existir em Florença nada como este passaporte que vc compra em Paris e pode visitar vários museus pelo número de dias que vc compra, no Palácio Pitti a coisa é mais caótica ainda. Existia na bilheteria 3 tipos de ingresso, e nós ingenuamente compramos o mais caro porque achamos que dava direito a visitar tudo. Foi um erro, começamos pelo Giardino di Bóboli porque o tempo estava bom, depois o Giardino Bardini, quando quisemos visitar os interiores descobrimos que nosso ingresso não era válido para dois museus do Palácio! Uma pena, o pior é que a bilheteria já tinha fechado e não conseguimos voltar lá e comprar o outro ingresso. Tudo bem que foi mancada, mas eles não pensam que tem gente que quer pelo menos tentar visitar tudo? Ficamos restritos ao Museu da Porcelana e o Museu do Vestuário, mas bem que eu gostaria de conhecer os Apartamentos Reais do Palácio. Enfim, Florença é um lugar para se voltar algumas vezes.

sábado, 26 de junho de 2010

Borgo a Mozzano


Ponte del Diavolo
Interessante cidade no vale do Rio Sercchio, Borgo a Mozzano é cercada por um lado pelos Alpes Apuanos o que dá um charme enorme à paisagem. A Ponte della Madallena, mais conhecida como Ponte del Diavolo, é uma construção medieval com arco assimétrico, provavelmente do século XIV. Sua construção é envolta em lendas, a mais conhecida seria a de que o mestre construtor não conseguiria entregar a obra no prazo e fez um acordo com o diabo, e este pediu em troca a alma do primeiro que atravessasse a ponte. Arrependido, o mestre procurou se confessar com um padre que deu a idéia de fazer um porco ser o primeiro a atravessar a ponte e assim enganaram o diabo. O curioso é que já em 1670 o conselho de Lucca proibia que se usasse a ponte no transporte de máquinas de moinho para preservar sua integridade. Em 1900 algumas adaptações foram feitas, a adição de mais um arco, para a construção de uma ferrovia em uma de suas margens. É um lugar muito bonito, que fica na região da Linea Gótica, usada pelos alemães na Segunda Guerra Mundial, mas que fica para outro post.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Torres


Praia Grande
Na nossa viagem ao sul do país, resolvemos viajar pelo litoral, conhecendo lugares famosos e pitorescos. Alguns trechos da BR 101 são realmente muito complicados, depois de Florianópolis. Inclusive nos demos muito bem porque um "anjo" na forma de caminhoneiro nos avisou que uma barreira tinha caído e nos indicou um atalho por dentro de Palhoça que nos salvou de amargar horas e horas na fila de carros parados. Fora isso, alguns trechos estão sendo duplicados o que provoca uma confusão e demora quando é preciso desviar pelas marginais. Mas valeu a pena conhecer este lado do litoral sul, com belas paisagens e praias interessantes. Na divisa de Santa Catarina e Rio Grande do Sul fica Torres, quando eu era criança tinha um livro de geografia que mostrava as fotos dos rochedos de Torres, eu realmente queria conhecer este lugar desde essa época. Realmente a praia é muito bonita, com seus paredões, mas confesso que estava um vento inclemente e que por isso permanecemos pouco tempo na cidade. A Praia Grande, da foto, é bem bizarra. As pessoas tomam sol na grama por ser mais confortável do que a areia grossa demais do lugar. Valeu conhecer, mas praia por praia fico com a nossa Itapoá aqui em Santa Catarina, limpa e não muito cheia, perfeita para curtir o sol.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Pistóia


Centro histórico de Pistóia
O centro histórico de Pistóia é muito bonitinho. É uma espécie de Florença em miniatura, tbm com suas igrejas que usam a combinação de mármore branco e verde nas suas fachadas, grande parte também é para pedestres e possui umas lojinhas bem charmosas. O Museu Cívico de Pistóia tem um acervo bem interessante de artistas da cidade dos séculos XIII e XIV, e as igrejas seguem o padrão da grandiosidade interna e um belo jardim no claustro. Pistóia estava no nosso roteiro prévio apenas como cidade onde fica o Monumento Votivo Brasileiro aos Mortos na Segunda Guerra, local onde eu faria as pesquisas para minha tese. A primeira vez que fomos até lá não pudemos conhecer nada, apenas chegamos na estação e tomamos um táxi até o Monumento. Mas depois, como sobrou uma tarde livre resolvemos conhecer esta pitoresca cidade que ainda atrai poucos turistas. E realmente foi um passeio muito agradável, e agora um comentário "gordo orientate", mas os gelatos de Pistóia, são os melhores sorvetes que experimentamos na Itália, além de serem bem baratinhos, hahaha.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Montese


Torre do Castelo de Montese
Enfim chegamos na região da Campanha do Brasil na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Ficamos hospedados em Porretta Terme, às margens do Rio Reno, uma pequena cidade que foi QG da Feb. Chegar até Montese não foi tão fácil assim em 2010, imaginem em 1944? Na nossa primeira tentativa tomamos um ônibus normal. Chovia e a temperatura caiu na vertical em menos de 40 minutos. A cidade fica a uns 900 metros de altitude, mas é muito íngreme a estrada que leva até lá. Entramos no ônibus com a temperatura de 15 graus, no termômetro do ônibus víamos que a temperatura foi caindo até chegar a 4 graus em Montese. Que frio horrível, pudemos ver o gelo se formar na estrada, com chuva caindo, isso na primavera, no inverno aquilo deve ser mil vezes pior. Existem cumes de montes que sempre têm neve. Ao chegar à cidade, tentamos em vão ir até o Castelo de Montese, não era possível ver nada da paisagem por conta da chuva torrencial. Não conseguimos permanecer ali, era um frio que nunca havia sentido, além de uma chuva congelante. O problema era esperar o outro ônibus para voltar ao hotel em Porretta Terme. Enfim, não foi uma experiência boa, mas ainda bem que no dia seguinte não estava mais chovendo e aí pegamos um táxi para visitar todos os lugares importantes da região. O astral do passeio foi totalmente outro. Conseguimos captar imagens incríveis e belíssimas da região e até visitar o museu e subir na torre do castelo de Montese. A simpatia do povo italiano naquela região foi enorme para com nós brasileiros. Até hoje eles recebem bem os brasileiros por conta da boa imagem dos nossos soldados durante a Segunda Guerra Mundial. Só os soldados brasileiros mereceram monumentos em sua homenagem espalhados por toda a região. O caso do museu foi significativo e jamais esquecerei este evento. O museu estava fechado porque só abre no verão, a cidade fica praticamente vazia fora da temporada de verão, mesmo assim o taxista foi até o escritório da prefeitura e conseguiu pegar as chaves. Resultado visitamos o Museu que possui a sala FEB e ainda subimos na torre, o que permite ter uma visão privilegiada de toda a região e compreender melhor os objetivos dos brasileiros durante a campanha. Foi muita gentileza deles, aqui mesmo sendo pesquisadores, por vezes com cartas e toda a burocracia necessária em alguns casos não conseguimos ter acesso à certas fontes. Em breve coloco outras fotos das paisagens desta magnífica região.